Thursday, October 08, 2009

VER A FOTO DA NOVA IGREJA


1) No fim deste BLOG
2) No WEB SITE da Paróquia de S. Francisco Xavier:
www.paroquiasfxavier.org

CONTACTOS PARA AJUDAR A CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA DE S. FRANCISCO XAVIER, EM LISBOA, PORTUGAL

Contactos
PARÓQUIA DE S. FRANCISCO XAVIER
Rua Diogo Afonso - Restelo - 1400-103 LISBOA
Tel. 21 301 86 48 e Tel/Fax. 21 303 02 71
Nº Contribuinte: 501138927

E-Mail: antonio.colimao@gmail.com
Website: http://www.paroquiasfxavier.org/
Blog: http://novaigrejasfranciscoxavier.com/

CAMPANHA EMPRÉSTIMO ZERO

ncisco Xavier - Lisboa
A Nova Igreja constitui um projecto multifacetado que transporta em si muitas ambições. Em primeiro lugar, a da expansão da Fé, e a da conversão permanente dos fiéis, a partir da centralidade de Cristo e dos seus sacramentos. Em consequência, a Nova Igreja pretende ser um pólo dinamizador de acções sociais, alguns deles já existentes e muitos deles a aguardar pela oportunidade de crescerem. Em ano Paulino, impõe-se a exortação “Caristas Christi urget nos”, o amor de Cristo nos impele!
Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2009
Patrono S. Francisco Xavier
Algumas localidades que têm S. Francisco Xavier como Patrono:
African missions; Agartala, India; Ahmedabad, India; Alexandria, Louisiana; Apostleship of Prayer; Australia; Bombay, India; Borneo; Cape Town, South Africa; China; Dinajpur, Bangladesh; East Indies; Fathers of the Precious Blood; foreign missions; Freising, Germany; Goa India; Green Bay, Wisconsin; India; Indianapolis, Indiana; Sophia University, Tokyo, Japan; Joiliet, Illinois; Kabankalan, Philippines; Nasugbu, Batangas, Philippines; diocese of Malindi, Kenya; missionaries; Missioners of the Precious Blood; Navarre, Spain; navigators; New Zealand; parish missions; plague epidemics; Propagation of the Faith


Publicada por DMF em 1/02/2009 03:08:00 PM 0 comentários
Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
O Projecto
A Nova Igreja de S. Francisco Xavier tem todos os projectos aprovados desde 2005. Visualmente, a Igreja foi concebida como um barco, na evocação do que foram os grandes feitos missionários de S. Francisco, que o levaram a atravessar oceanos e mares há cinco séculos atrás.

A imagem do barco tem ainda outras raízes que remontam às palavras do próprio Cristo “Duc in altum!” Faz-te ao largo!

É esta interpelação do Filho de Deus, interpretada por S. Francisco Xavier como um mandato evangelizador, que ecoa nos nossos corações.

A Paróquia de S. Francisco Xavier nasceu e tem crescido à volta de um sacrário e de um altar simples, de um pobre (mas digno) barracão, onde habita Cristo.

E a Sua presença entre nós insta-nos a fazer crescer a Sua Casa e a Sua obra.

Estamos em condições de erguer a nossa Nova Igreja. Falta-nos apenas a verba necessária. Peçamos a Deus a sua ajuda e ponhamos nós mãos à obra!
Publicada por DMF em 11/19/2008 03:53:00 PM 0 comentários
Campanha Zero
O QUE É A CAMPANHA EMPRÉSTIMO ZERO?

OBJECTIVO:

Reduzir a ZERO o montante do empréstimo bancário necessário para completar a construção da nossa NOVA IGREJA, evitando assim as centenas de milhar de euros a pagar a título de juros.

COMO:
Através do apoio de muitos paroquianos e outros devotos de S. Francisco Xavier que se disponham a emprestar uma verba, sem juros, durante um período de tempo pré-determinado. Por cada um desses títulos, o benfeitor receberá o respectivo recibo.

ASSSINATURA DO CONTRATO DE CONSTRUÇÃO DA NOVA IGREJA DE S. FRANCISCO XAVIER

«Ghandi Jayanti» - No dia 2 de Outubro, data do aniversário do GHANDI - «Ghandi Jayanti» e o Dia Internacional de Não Violência, declarada, desde 2007, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, a Embaixadora da Índia em Portugal, por ser feriado nacional na Índia, quis evocar a figura deste grande lutador e mártir de NÃO VIOLÊNCIA, nas instalações da Embaixada, convidando representantes das Comunidades Religiosas, ligadas à Índia, para um «Inter-Faith Prayer Meeting»!
Após, um refresco ou um chá, o Programa começou com umas breves palavras da Sra Embaixadora, Primrose Sharma, seguido do tempo de Oração:

!) Uma Oração de Alcorão, recitada e cantada por Sheik David Munir;
2) O Grupo Cultural do Templo de Radha Krishna cantou o hino, RAM DHUN, muito
recitado por Mahatma Gandhi;
3) Pe António Colimão, rezou o PAI NOSSO, oração que Jesus nos ensinou, leu Mt.
5:1-12, o Sermão da Montanha, texto muito utilizado por Gandhi, para aconselhar os
cristãos;
4) SABAD PATH, leitura tirada de Gurugranth e lida por Granthi Jasbir Singh,
Gurudwara de Lisboa-Comunidade Sick;
5) GITA PATH, extraído do Bhagwad Gita e recitado por Pandit Nitesh Kumar Trivedi,
representante do Templo de Radha Krishna;
6) No fim, Pe António Colimão ajudou a assistência a cantar o Hino, «LEAD, KINDLY
LIGHT» do Cardeal Newman, que Mhatma Gandhi muito apreciava;



PEREGRINAÇÃO A ÍNDIA – A nossa Paróquia vai organizar uma Peregrinação a Índia, passando por lugares e santuários de S. Tomé, Apóstolo da Índia, s. João Brito, o português martirizado em Oriyur, e S. Francisco Xavier, nosso Padroeiro, visitando também alguns lugares do antigo mundo português. Será de 2 a 15de Janeiro de 2010, sendo o preço por pessoa, com tudo incluído, 2780,00€! As inscrições estão abertas.
NOVA IGREJA - No dia 9 da semana passada, pelas 19H00, na presença de muitos paroquianos, pessoas ligadas a algumas Instituições da nossa Freguesia e alguns órgãos da Informação, procedeu-se a assinatura do Contrato da Construção da Nova Igreja, entre a nossa Paróquia e a Construtora Vila Franca, Lda., seguida de um Porto de Honra!
Foi um momento alto da vida da nossa Comunidade que desde há muito sonha com um Templo digno. Agora, de mãos dadas, vamos enfrentar outros desafios que naturalmente hão-de aparecer, sendo a angariação de fundos uma prioridade das prioridades!

DAMANENSES EM CONVÍVIO

No dia 2 de Agosto, não obstante ser o início da
época alta das férias, cerca de meia centena de
associados da AFDDS e alguns amigos ou simpatizantes
tiveram um dia de convívio, na Pérgula da
Igreja de Caselas, em Lisboa. Vieram do Barreiro,
de Almada, de Amadora, da Linha de Sintra, de
Odivelas, de Tomar e de diferentes partes de Lisboa.
Alguns quiseram celebrar a Eucaristia dominical,
às 10H30, onde foram evocados os nossos
sócios falecidos.
Pelas 13H00, as mesas encheram-se de petiscos
que cada família trouxe para partilhar, com muita
variedade, quantidade e sabores de Damão, de Diu e de Portugal, sem faltar o mais fino e
delicioso vinho… e até, às escondidas um cheinho de «maura», expressamente trazido de
Silvasá!
Para animar o ambiente, os nossos amigos, Manuel Pereira, Stanny Rocha e o Pe Colimão
prepararam um sistema sonoro, com um conjunto de
músicas e canções dos tempos antigos, inglesas, konkanni,
damanense, brasileiras, proporcionando a um
e outro parzinho ocasião para dar um pezinho de
dança !
Das 11H30 até às 17h00, foi um rico tempo de por a
conversa em dia, matar saudades e fazer planos para
o futuro. Também houve tempo para alguns associados
pagarem as quotas e, bem assim, alguns novos
amigos querem fazer-se sócios!
Mais uma vez, ventilou-se a hipótese de numa nova direcção integrar gente nova, pensando
no futuro da Associação e também, no próximo ano de 2010, celebrar o vigésimo quinto
aniversário em que os damanenses, diuenses, os de Silvassá e também os muitos simpatizantes
(cristãos, indus, parsis, goeses, africanos, brasileiros e portugueses) se reúnem.
Um pouco da História da AFDDS. Tudo começou, após um funeral, no Cemitério de Ajuda,
quando, no fim da celebração fúnebre dum dos nossos compatriotas , o Pe Colimão chamou
um pequeno grupo que lá se encontrava e convidou-o, para um reunião na Paróquia da Cruz
Quebrada, onde ele era Pároco e tinha tomado posse, em Outubro de 1983. Desse grupo
faziam parte: Frank Gonsalves, José António do Rosário, Luís Eusébio Gonsalves, Francisco
Machado, Celso Guedes, Cristiano dos Remédios, Emília Colimão, etc, Esse pequeno
grupo de entusiastas foi o embrião da futura Associação(AFDDS), pois toda a gente queria
qualquer coisa semelhante, para se reunir, se encontrar e matar saudades! Num abri e fechar
dos olhos, o grupo já cresceu para além de uma centena e com os familiares perfazia algumas
centenas.
Um encontro informal, em Junho de 1984, encheu o vasto Templo da Cruz Quebrada, com
mais de oitocentos pessoas, damanenses,
diuenses e alguns goeses que tinham laços
em Damão ou porque eram amigos dos
damanenses e diuenses.
Bons velhos tempos, em que os nossos idosos,
casais jovens e mais velhos, muita
juventude e petizada de mãos dadas estavam
dispostos a todo o sacrifício em prol de
Damão, Diu e Silvassá.
Recusaram-se a deixar morrer a cultura indoportuguês:
a sua língua, os seus cantares e os
seus ricos sabores.
Como em qualquer organização humana, houve momentos altos e momentos baixos, uns a
darem-se tudo em prol da nossa cultura indo-portuguesa, para não só fazer a sua divulgação
em Portugal e no Estrangeiro, mas também e principalmente transmitir aos filhos de
Damão e de Diu que nasceram em Portugal.
Em prol de verdade, deve-se assinalar que houve também
quem criticasse, outros que quisessem aglutinar com
outras Associações, tendo a AFDDS sobrevivido a todos
tipos de ataques, vindos de fora ou ainda de dentro!!!
Às vozes malévolas que ainda possam querer saber o que
é que a AFDDS fez por Damão e Diu, não respondemos à
provocação, porque não poucos, quando nós iniciamos
eles ainda andavam de fraldas…!
O que desejamos e fazemos votos ardentes que a nossa
juventude vindoura, sediada, em Portugal, na Índia
( Damão, Sivassá, Diu, Goa, Bombaim, etc), no Reino
Unido, no Canadá, na Austrália, no Kuwait, Dubai ou
em qualquer parte da zona do Golfo, onde quer que
exista patrícios nossos, de mãos dadas, consigam deixar
a chama a iluminar, sendo um verdadeiro fio condutor
da nossa cultura e herança dos nossos Pais e
Avós, quer sejam eles, damanenses, diuenses, naturais
de Silvassá, os seus descendentes ou ainda amigos e simpatizantes desta grande causa!
Pe António Colimão

Tuesday, June 16, 2009

UMA VISITA RELÂMPAGO

UMA VISITA RELÂMPAGO


Uma vista RELÂMPAGO ao Reino Unido – Leicester e Peterborough – onde o Octávio de Jesus e Pe António Colimão, membros da AFDDS, deslocaram-se, com o intuito de estar com a nossa gente de Damão, apenas duas noites, 3 de Maio, tendo regressado na tarde do dia 5.

O avião aterrou às 13H05 em Luton, onde o Francisco e o Mário estiveram à nossa espera que nos conduziram até Leicester. Nesta cidade, os nossos irmãos e amigos Jimmy e Evon Machado celebravam o seu 25º Aniversário de Casamento. Após a Missa de Acção de Graças, reuniram-se com os seus familiares, amigos e damanenses, cerca de 500, numa secular Igreja protestante, presentemente vendida a um comerciante indú, que a utiliza como um Centro da Comunidade, para eventos festivos…!? Ultimamente é uma constante pela Europa fora as Igrejas serem vendidas…crise da fé!?
Foi uma óptima ideia nós termos passado por esse evento pois conseguimos encontrar, com os damanenses espalhados pelo Reino Unido.O Octávio conheveu alguns parentes seus pela 1ª vez!
Na 2º fª, dia 4, feriado nacional bancário, um grupo de cerca de 20 pessoas, homens, senhoras e jovens, em Casa do Francisco e da Patrícia Fonseca, para um ensaio de cânticos de Damão, Diu, etc. Aliás, esse era o grande objectivo da nossa ida.
Das 10H00 até cerca de 14H00 ensaiamos canções já conhecidas pelo grupo, porém a ideia era como essas melodias poderiam ser levados ao palco. Quem compreende algo de coros sabe que com um ensaio pouco se pode fazer, porém a vontade do grupo era tão forte que sempre se consegui qualquer coisa!
Na tarde desse dia, às 18H00, celebrou-se uma Missa de Acção de Graças e também em louvor da Santa Cruz, uma devoção antiquíssima em Damão que os nossos patrícios transportaram para o Reino Unido. Curiosamente, o dia litúrgico, em toda a Inglaterra, celebrava a Festa de todos Mártires do País. Após a Missa a Comunidade damanense em peso cantou a Ladainha, à maneira antiga, em latim, junto à Cruz no funda da Igreja Paroquial, com os outros cânticos e preces laudatórias à Cruz Gloriosa.
Seguiu-se um jantar partilhado, com mais variados pratos da Culinária Damanense, todos muito bem confeccionados por essas famílias que fazem jus à nossa antiga e rica tradição gastronómica, sinal de que vão conservar para as gerações vindouras.
Fechamos o dia, com um sarau de variedades, sob liderança do Faustino Mendonça que com muita garra e um sentido de humor espontâneo manteve alegre e ansiosa a assembleia.
Houve ditos, música ambiental, o jovem Nigel Fonseca(1ª apresentação em público) executou primorosamente um tema infantil, no Clarinete, que até o Reverendo Prior da Comunidade não se conteve, trauteando a canção. Em seguida, um grupo de pessoas apresentou um teatro em Óss-Dóss, língua damanense, sob um tema actualíssimo, o da imigração duma pessoa idosa de Damão, com o intuito de trabalhar em Inglaterra, que arrancou aplausos de toda a gente. Em particular duas pessoas mostraram dotes de verdadeiros actores; um bailado popular português executado pelos jovens damanenses aí residentes; houve um cheirinho de fado; uma dança de manddó de Damão e os que ensaiaram, na parte de manhã, fizeram uma demonstração da sua capacidade, cantando algumas dessas canções que igualmente arrancaram aplausos.
Era um sonho de há anos, que a AFDDS fizesse uma ponte com Damão ou qualquer Associação Damanense. Proporcionou-se esta visita relâmpago a Peterborough, pois nós temos muito a prender com eles, em especial a unidade e a entreajuda, com todos os damanenses, e acreditamos que a nossa experiência de cerca de 24 anos, como Associação, também lhes pode ser útil.

Friday, February 06, 2009

O Dia 2 De Fevereiro, neste ano foi invernoso, mesmo assim, não podiamos deixar de lembrar o Dia de Damão, por excelência, pois há séculos que os damanenses se reunem para venerar a Senhora das Candeias.Como sempre, também, neste ano fiz alusão de que os cristãos em Damão e fora de Damão, onde quer que encontrem, não se esquecem desta Festa de Apresentação Senhor e da Purificação da Virgem Maria.
Foi engraçado quando fiz alusão a Damão encontrava-se na Assembleia Eucarística uma senhora que tinha visitado Damão, com um Grup+o que tive o prazer de acompanhar, tendo celebrado essa Festa que tocou profundamente os portugueses que nessa noite comemoraram com todos os damanenses.
Este ano, tivemos uma alegre curiosidade, além de muitas crianças, fizemos a Benção dos Bebés!

Wednesday, November 28, 2007

Pergunta/Resposta_4

Senhor Prior,

Ando preocupadíssima, com o problema da fé dos meus. Procurei dar uma educação cristã, nos melhores Colégios Católicos e, hoje, com dor de alma, vejo que eles e elas não vivem e não testemunham a fé que eu via e sentia nos meus pais, avós e tios. Os meus netos actualmente também frequentam os Colégios Católicos, mas não vejo nenhuma mostra da fé. Muitas vezes, pergunto a mim mesma, onde teria eu errado?
Uma avó amargurada e preocupada,
Mariazinha

Avozinha,

Compreendo a sua preocupação que deve ser também de muita gente católica, avós, pais e tios, pois esse ambiente pagão está a minar as nossas famílias cristãs, onde já não se respira a religiosidade e interesse para a vida espiritual.
Eu tenho para mim que não deveríamos procurar ver, onde falhamos no passado, ou culpabilizar, quem quer que fosse, embora isso pudesse até ser de alguma utilidade. Devemos sim assumir que todos nós temos alguma culpa, nem que seja de termos cruzados os braços pelo facto de termos dado uma «boa formação cristã, nos melhores colégios». Igualmente, não seria atitude cristã e sensata cruzar os braços, dizendo que não há nada a fazer.
É verdade que muitos pais, hoje avós, tiveram esta atitude e, se calhar alguns pais no presente, continuam a fazê-lo. Esforçaram-se, com grandes sacrifícios monetários, em dar uma «boa formação cristã, nos melhores colégios», que na prática nem sempre deu grande resultado! Após a vida nos bons Colégios não continuaram na vida cristã. Infelizmente são muitos os jovens e as jovens, hoje adultos, que não têm Deus na suas vidas, talvez O tenham como conceito, como doutrina, mas isso não chega.
Julgo que não devemos culpar os Colégios Católicos. Eles têm uma missão de instruir e educar, mas os pais e as Comunidades não podem ficar descansados. A educação cristã é muito mais do que meter as crianças nos bons Colégios ou na Catequese. É muito importante acompanhá-las no crescimento e na maturidade da fé que são tarefas árduas e morosas, exigindo dos pais e das Comunidades testemunhos da vivência cristã, isto é, não só a vida de oração e a vida sacramental, mas também as acções diárias devem espelhar a nossa ligação com Deus e com os irmãos.
Somos seguidores de Jesus Cristo e isso implica não só ter conhecimentos dos Seus ensinamentos, mas também pôr em pratica a Sua doutrina. É uma pena nós ficarmos apenas no plano conceptual, com boa formação, tendo dificuldade em fazer passar ao nosso coração à nossa vida o que Jesus nos ensinou e o que Ele fez. Além disso, nós os baptizados temos de ter a consciência de que Jesus hoje vive e actua na Sua Igreja à qual nós pertencemos e que nEla o Divino Espírito Santo faz crescer o Seu amor e prepara a nossa Caminhada para o Pai. O próprio Jesus sintetizou os grandes Mandamentos de Deus em duas para nos ajudar a crescer na Fé: «o Amor de Deus e o Amor do próximo». Não basta saber de cor, será ao longo da vida de cada um que nós temos de nos esforçarmos para viver este grande preceito de amor. Como é evidente o nosso Mestre além de nos dar esse Mandamento, deu-nos também outros meios para a nossa santificação, sendo os sete Sacramentos os mais ricos meios que nos ajudam em vários momentos da nossa vida cristã, desde o nascimento até ao último suspiro.
O Prior

Pergunta/Resposta_3

Senhor Prior,

Oiço sempre o Sr. Padre a lembrar-nos de que somos baptizados, melhor, de que recebemos a vida divina no baptismo e, por isso, devemos ser santos. Ainda nesta semana ouvi este apelo, mas tenho dificuldade de compreender, pois eu não sou muito de rezar e muito menos de ir sempre a Igreja. Além disso, tenho uma amiga que é toda metida na Igreja, reza e vai à Missa mas, na Universidade é um mau exemplo para toda a gente! Outras vezes, penso se será que a Igreja quer que seja uma Madre Teresa de Calcutá ou uma Santa Teresinha?
Poço esperar alguma resposta para esta católica não muito assídua, mas que não me sinto «NÃO PRATICANTE»,
Juliana





Viva Juliana,
Fico satisfeito de saber que o apelo que faço a santidade de vida faz algum eco nas pessoas e acho que não faço senão a minha obrigação de cristão e sacerdote, isto e, de interpelar a mim mesmo e os outros para a santidade, pois Jesus deu-nos esta nova vida e quer que nós a vivamos, neste e mundo, e um dia na Gloria do Pai.
Mas, Juliana, na tua cartinha dizes algumas coisas que eu gostaria sublinhar. Parabéns por não ser “não praticante”, pois, alguns até se orgulham desse estatuto. Ter alguma vida cristã já é alguma coisa, quase uma pitada desse grãozinho da semente da mostarda de que nos falou Jesus, há semanas, e, pouco a pouco, irás sentir a necessidade de crescer na intimidade de Deus. Sabes Juliana já estás no caminho da santidade! Andas ainda a gatinhar ou mesmo rastejar…! Como sabes, para gatinhar é necessário força e para rastejar também precisa de um chão que ajude a deslizar. Tudo isso se consegue na ORACÃO que é muito mais do que papaguear frases, mas sim deixar que Cristo tome posse do teu coração e um dia, de certeza, que dirás como S. Paulo “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”. Juliana já ouvistes e até cantastes essa canção do Pe Zézinho: “Um dia uma criança”? Que as tantas o refrão nos faz cantar: “Amar, como Jesus amou, sonhar, como Jesus sonhou, pensar como Jesus pensou, viver como Jesus viveu!”. Ser santo (a) é imitar Jesus, é deixar que Ele faça parte de mim mesmo (a). Não posso ter uma vida ligado a Deus, enquanto rezo ou estou numa Igreja ou em qualquer parte, e uma outra, em que Deus não tem lugar na minha vida. Só isso e não tem de ser uma Beata Teresa de Calcutá ou uma Santa Teresinha. Elas e eles, são exemplos para nós caminharmos, com Jesus, não nos esquecendo dos irmãos que nos rodeiam. Elas conseguiram, porque não nós? Força Juliana!
Tenho pena de teres um mau exemplo nessa tua amiga, “toda metida na Igreja…”, mas que é um péssimo exemplo de cristã.. Alto lá, Juliana! É certo que atitude da sua amiga é censurável, por isso, se és amiga dela, deves ajudá-la . Também é bom termos presente que, se calhar, ela vive uma luta interior que nós não conhecemos, sendo talvez esta a razão porque ela continua «metida na Igreja, reza e celebra a Eucaristia», pois há almas que fazem tudo isso e não conseguem mostrar a pureza da vida cristã, nas suas acções diárias, mas continuam a lutar. Por isso, antes de mais, tu e eu devemos rezar por ela.

O Prior.

Pergunta/Resposta_2

Senhor Prior,
Não que eu seja «cusca», mas há duas semanas ouvi uma conversa da minha avó com uma grande amiga dela, sobre uns escritos da Paróquia, onde o Prior responde às perguntas das pessoas e que as pessoas gostavam muito. Consegui ler e fiquei muito admirada e bastante elucidada. Só que passaram tantas interrogações na minha cabeça que, de certeza, não consigo escrever. Mas, lembrei-me duma coisa. Não há muito fui ao casamento religioso duma pessoa amiga e qual não foi o meu espanto quando vi o padre vestido de uma forma diferente de habitual e, às tantas uma colega segredou-me dizendo que ele era um homem casado. Será isso possível?
Inês
Viva Inês,
Estando a ler a sua cartinha quase que receei vir uma chuva de perguntas! Às vezes, há conversas boas que vale a pena escutar e ainda bem que provocou curiosidade em ler a nossa Folha. Mas vamos a sua pergunta. Nessa celebração do Sacramento de Matrimónio ou de Casamento que a Inês foi uma das convidadas e o que a menina viu, sim, foi um homem vestido pouco diferente do habitual, com uma faixa transversal de ombro à cintura, e que, de certeza, devia ser um homem casado. Pois, desde o início do cristianismo, existe este ministério ordenado na Igreja que se chama Diácono. Foi um ministério que os Apóstolos criaram, logo nos primórdios da Igreja.«Por esses dias, como o número de discípulos ia aumentando, houve queixas dos helenistas contra os hebreus, porque as suas viúvas eram esquecidas no serviço diário. Os doze convocaram, então, a assembleia dos discípulos e disseram:”não convém deixarmos a palavra de Deus, para servirmos às mesas. Irmãos, é melhor procurardes entre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria; confiar-lhes-emos essa tarefa. Quanto a nós, entregar-nos-emos assiduamente à oração e ao serviço da palavra. A proposta agradou a toda a assembleia e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Procuro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Foram apresentados aos Apóstolos que, depois de orarem, lhes impuseram as mãos.» (Actos 1, 1-6).
A Hierarquia da Igreja tem 3 graus diferentes, conferidos pelo Sacramento da Ordem: Episcopado ou Bispo, Presbítero ou Sacerdote (Padre) e Diácono. Vem da palavra grega diakonia e significa serviço. Após os primeiros séculos do cristianismo, a Igreja quase perdeu este rico ministério ordenado, por vários séculos, permanecendo, no entanto, como uma forma ou Ordem transitória, isto é, um último passo ou degrau antes de ser ordenado sacerdote. Uma das grandes reformas que o último Concílio Vaticano II instituiu foi a Ordem do Diaconato: «No grau inferior da Hierarquia estão os diáconos que recebem a imposição das mãos, “não para o sacerdócio mas para o ministério”. Assim, confortados pela graça sacramental, servem o Povo de Deus nos ministérios da liturgia, da palavra e da caridade, em comunhão com o Bispo e o seu presbitério. Pertence ao diácono, conforme as determinações da autoridade competente, administrar o Baptismo solene, conservar e distribuir a Eucaristia, assistir em nome da Igreja aos matrimónios e abençoá-los, levar o Viático aos moribundos, ler a Sagrada Escritura aos fiéis, instruir e exortar o povo, presidir ao culto e à oração dos fiéis, administrar alguns sacramentos, e presidir aos ritos dos funerais e da sepultura).» (Lumen Gentium, 29).
Como vê, Inês, essa figura eclesiástica, além de exercer outras ministérios pode assistir, em nome da Igreja, isto é, ser Testemunha Oficial da Igreja, aos matrimónios ou casamentos, assim como quando qualquer Bispo ou Sacerdote preside à celebração deste Sacramento só o faz na qualidade de testemunha oficial, porque os Ministros deste Sacramento são os noivos. De certeza, que já ouviu muitos casais dizerem: “foi o Senhor Bispo tal ou o Sr Padre ou o Sr Diácono que nos casou” e, como se depara do texto conciliar citado, não é correcto! Talvez sirva para envaidecer alguns noivos e até muitos Pais, mas no entanto, é bom conhecer a doutrina. Que Deus a abençoe,
Prior

Monday, January 15, 2007

CALENDÁRIO DUM EMBRIÃO

CALENDÁRIO DUM EMBRIÃO

Não é só na Bíblia que nós encontramos figuras de animais, bestas e outros seres a falar. Na era moderna, os realizadores de Cinemas e os escritores põem não só os animais, mas até as plantas a falar!
- Mas é uma ficção, dirão uns.
- Outros opinarão que eles também têm a sua linguagem.
Os cientistas não têm dúvidas de que um embrião humano tem em potência, com todas as faculdades humanas.
Por isso, algures nos anos 70, pus-me a imaginar o dia-a-dia dum ser humano embrionário - CALENDÁRIO DUM EMBRIÃO -, a partir do momento que foi concebido: uns dias, umas semanas ou uns meses, pouco importam... situações felizes, outras dolorosas e não poucas dramáticas...!
Ei-lo:

1 Essa agora, mas onde é que eu estou metido, neste mar nebuloso e viscoso. Mas é tão «fofinho»! Olha que oiço barulho, vozes, umas vezes grossas, outras mais finas e delicadas, mas também umas vozes estranhas, «hão, hão» e nem pára de gritar!. Estou no ventre da minha mãe!
2 Ela nem sonha que estou cá dentro, que eu existo! Quero lá saber se sou fruto dum acontecimento casual. Acredito que a minha mãe e o meu pai me querem muito.
3 Há quem diga que eu não sou nada e que só a minha mãe existe. Estarão enganados ou fazem-se de enganados, Até deram-me um nome feio, FETO! Olha, seu espertalhão ou espertalhona, eu sou uma pessoa real, assim como uma migalha de pão é um nadinha do pão. A minha mãe existe e eu também existo! É verdade, ela nem sonha que existo dentro dela e que ela me alimenta e me faz crescer.
4 Que estranho, hoje tenho a sensação de que a minha boca está a começar a mexer-se, a abrir-se...Que giro, este líquido todo quase que me sufoca, mas vou ver se consigo ir além, mais adiante.
5 Ai, como será quando eu sair daqui? Quanto tempo mais restará?
6 Hei-de sorrir, dar gargalhadas, chorar, como eu oiço a minha mãe a falar, a gritar, a chorar... Como será ela? Magra, forte, branca, morena, negra... pouca importa, gosto dela assim como ela for.
7 Conseguirei falar como a minha mãe fala? Quando poderei dizer; ma, ma, mã, mamã ou pa, pa, pa, pa-pá!
8 Olha, olha, sinto dentro de mim mesmo bater qualquer coisa: pâp, pâp, pâp...É o meu coração! Ele bate, bate e não para, mesmo quando estou a dormir. É que vai bater para o resto da minha vida. Quantos anos viverei eu? Muitos, muitos! Só depois de muitos e muitos anos, quando o meu coração ficar cansado de bater ele há-de parar e hei-de morrer. Gostava de viver para sempre, mas...
9 Cada dia vou crescendo um bocadinho: os meus bracitos, as minhas perninhas e os pezitos já se mexem e até uns dedinhos tão pequeninos que até se mexem. Olha, consigo mover-me nesta piscina. É tão divertido! Mas faltam ainda tanto tempo, para eu estar no colo da minha mãe e nos braços de meu pai. Ele terá jeito para esta coisa tão pequenina? Quando poderei brincar com a minha mãe, pôr as minhas mãozinhas na sua boca, no seu nariz? Ela talvez me diga: oh não, não, isso não! Ai, ai, ai, que me estás a magoar. Lá chegará esse dia. Hei-de brincar com o meu papá, hei-de apanhar flores para minha mãe. Como será lá fora?
10 Hoje, a minha mãe parece agitada, nervosa; anda tão depressa, para onde irá ela? Oiço vozes de mais mulheres e parece-me que alguém está a apertar a barriga da minha Mãe. Será que ela já sabe que eu estou cá dentro? Se calhar ela pensa que sou um rapaz e se calhar até já me escolheu um nome, Vasco. Essa agora, Mamã, eu sou uma menina. Vou ser como tu, minha mãe, linda! O meu Papá vai ficar muito contente quando souber que estou cá dentro. Como será ele?
11 A Mamã anda calada, vagarosa anda, anda...para onde irá ela, não oiço voz nenhuma, uns soluços da minha Mamã...
12 Não sei o que se passa está noite ouvi gritos da Mãe, a chorar, a mexer-se! E também do meu Pai, mas que gritaria é essa. Eles estão loucos. O que é que se passa lá fora?
13 O que é isso, a minha mãe está sentada, mas, corre, corre, tão depressa e até às fezes faz pã. pã, pã...Eh! alguém está a empurrar-me, mas isto dói, está a furar o meu corpinho, olha que eu não aguento...Mãe ajuda-me que eles querem me matar, já estou cortada... ai, ai, ai...que eu morro! Tiraram-me a vida, mataram-me...

Carcavelos – Cruz Quebrada – S. Francisco Xavier, entre 1973 a 1974 e 1984 a 1986, revisto no ano 2006. (Pe António de Oliveira Colimão)

Sunday, January 14, 2007

NATAL EM ANO JUBILAR




* Neste Ano de Graça, concedido pela Santa Sé às 3 Igrejas da nossa Paróquia, temos vindo a viver com simplicidade e justo júbilo, desde o 1º dia do início, 0 V Centenário do Nascimento de S. Francisco Xavier (7-04-2006).



* Com a ajuda dos paroquianos mais empenhados, quisemos que este evento fosse também marcado, dando um ar de graça às nossas pobres instalações da Igreja Paroquial, para ajudar-nos a purificar o nosso interior.



* Anualmente celebramos a Festa do nosso Padroeiro, porém, neste ano quisemos marcar essa data de forma mais forte e dinâmica e surgiu a ideia «maluca» de se celebrar no próprio terreno da futura Igreja e, mais uma vez, os bons colaboradores de todos as idades mostraram ao mundo por onde a RTPI levou a nossa Eucaristia que temos sinais forte de uma Comunidade viva.

O nosso Bispo, o Senhor Cardeal Patriarca deu-nos a honra de presidir à Missa da Festa, que encheu a Tenda Gigante de paroquianos e devotos de S. Francisco Xavier.



* Jesus Cristo é a GRAÇA por excelência que o Pai deu à humanidade, quando o Verbo se fez carne e nasceu da Virgem Maria.

É este acontecimento que os cristãos e homens e mulheres de boa vontade celebram o verdadeiro Natal, não o Natal sem Jesus, como os grandes Meios da Comunicação nos querem impor. Ainda há muitos cristãos que sabem reagir à onda de paganismos mascarado de motivos natalícios!



* É este Menino Jesus que meses antes de nascer, ainda no ventre da Virgem Maria, talvez com duas ou mais semanas, fez saltar de alegria um outro menino, João, também no seio da sua mãe, Isabel.

Tal é força de Deus, mesmo nos nasciturnos, tal continua a ser a força da vida, que alegra tantas jovens mães que esperam dar ao mundo futuros homens e mulheres.

E mesmo em forma molecular interpela os adultos que ignorando a força da vida e endurecendo o seu coração tentam destruir a vida indefesa, mas que chora, grita e derrama o seu sangue...



* A nossa prece a Deus Menino, para que ilumine todos os seres humanos a respeitar a vida, quer ela seja embrionária, quer ela esteja no limiar de exalar o último suspiro.



Com votos de um SANTO NATAL do vosso Prior,



Pe. António Colimão

Sunday, November 05, 2006

LUTA PELA VIDA, CONTRA UMA CULTURA DE MORTE












Pode parecer paradoxal falar de LUTA pela VIDA numa CULTURA de MORTE, neste mundo em que os cientistas se empenham em descobrir novas formas de proteger o homem e debelar as doenças!


Mas, a vida na sua génese é uma luta pela sobrevivência e ao longo de tempos imemoráveis, de várias formas, não só os seres humanos, mas também outros seres, tiveram este drama. Este conceito, visto neste prisma, levar-nos-ia ao puro fatalismo, porém, sendo o homem um ser racional e inteligente, tem conseguido, no decorrer dos séculos, harmonizar essa tendência quase inata e animal de lutar pela sua vida própria, mas também ajudar o seu semelhante e até os outros seres a melhorar as condições de vida! O cristão iluminado pela luz da Fé eleva este esforço, como um elã vital de Deus, dentro de si, no caminho da perfeição!

A Igreja Católica inicia o Mês de Novembro com a exaltação dos santos, nossos irmãos e irmãs, que viveram o seu dia a dia, lutando contra toda a perspectiva de morte, para alcançar a vida.


Como nossa Mãe, ensina-nos que esta vida só tem sentido vivendo na plenitude do Amor Divino, recebido pela graça do baptismo e que esta vida nova nos leva a caminhar na esperança de vir a penetrar na Plenitude de Amor de Deus !

Esta perspectiva de vida leva-nos a lutar por ela e a ajudar todo o ser a fazer esta trajectória traçada por Deus.
Por isso mesmo, nenhum crente poderá ousar sequer, interromper ou privar uma vida que desabrocha, para a sua plenitude. (AOC)